O que são Curvas de Nível?

14-06-2021

O que são e para que servem essas linhas?

Representação topográfica a partir das curvas de nível. As curvas de nível são representações cartográficas de grande relevância para a geração da topografia de um terreno. Elas são utilizadas para representar as diferenças de altitudes em uma zona de interesse.

Esse produto é um dos mais requisitados no estudo de uma área, sendo muito relevante para aplicações na engenharia, arquitetura, etc.

Para produção das curvas de nível são desenhadas linhas imaginárias chamadas de linhas altimétricas que representam a variação topográfica do terreno, considerando-se seu relevo. O nome curva é utilizado porque normalmente as linhas resultantes das altitudes de um terreno são manifestadas em curvas. E cada curva possui pontos de igual altitude.

As principais características das curvas de nível são:

• As distâncias entre as curvas de nível são sempre constantes;

• Como consequência da característica anterior, as curvas de nível nunca se cruzam ou se bifurcam (a não ser que uma se encontre em baixo da outra, devendo ser representada em forma de traços pontilhados);

• Quanto mais afastadas são as curvas de nível, menor é a declividade, isto é, mas plano é o terreno.

Para obter as curvas de nível é necessário realizar o levantamento de dados com coordenadas planialtimétricos ao longo da superfície do terreno, de forma a gerar uma nuvem de pontos, e a partir desta obter um modelo digital do terreno (MDT), e por fim extrair as curvas de nível.

Esse levantamento de dados pode ser realizado por meios tradicionais, utilizando-se de ferramentas como a Estação total ou o Receptor GNSS (GPS). Ou ainda através de Drone (VANT), que estão sendo muito utilizados atualmente, como consequência da velocidade de aquisição de dados e do alto custo-benefício.


Basicamente tem-se 2 métodos de geração de mapas de contornos a partir do modelo de nivel: o método seguidor de linhas e o método de segmentos. Esses processos de geração de mapa de contornos são automáticos e requerem, apenas, a definição do modelo e dos valores de cotas das curvas a serem geradas.

O método seguidor de linhas é um método que gera cada linha de contorno em um único passo. Por esse método procura-se um segmento que pertence a uma curva de contorno. O outro método é o de segmentos que cria as curvas de nível em duas etapas: primeiro determinam-se todos os segmentos pertencentes a um valor de cota pré-definido e na segunda conectam-se os segmentos a fim de se definir as curvas de nível referentes ao valor de cota preestabelecido.


Como principal produto de representação da declividade do terreno, a curva de nível é utilizada em projetos como: corte e aterro, volumetria, planeamento de plantios, implantações de estradas ou vias, entre outros.

Diante das curvas de nível é possível representar o perfil topográfico de um terreno. Esse método de representação da superfície terrestre permite que o usuário tenha um valor aproximado da altitude em qualquer parte de uma região de interesse, assim como consiga identificar qual a configuração do relevo da mesma.

A partir dessa informação, por exemplo, é possível escolher a posição e direção de uma estrada, já que nessas obras é importante que a declividade seja utilizada para o escoamento das águas da chuva. Para isso as ruas deverão ser posicionadas cortando as curvas de nível.

Quanto menos alterações nas curvas de nível existentes mais econômica, estável e agradável é a implantação de uma obra de engenharia civil.

Na agricultura, as curvas de nível devem ser consideradas de forma a ficarem ordenadas perpendicularmente à inclinação das encostas de um terreno. Isso ajuda a conservar os nutrientes do solo, imprescindíveis para o sucesso da plantação e equilibra a velocidade da água da chuva, evitando que o cultivo perca também os minerais, reduzindo a erosão do solo.

Para uma correta leitura das curvas de nível, é preciso considerar que todos os pontos situados em uma mesma linha estão localizados em uma mesma altitude. Em geral, a tendência é que terrenos mais íngremes apresentem as curvas próximas umas das outras, e os locais com uma declividade menor são representados com curvas de nível mais espaçadas.

A coleta manual de dados de declividade sobre áreas de interesse é um trabalho cansativo e sujeito a erros de grande escala.

Sabendo-se da importância dos modelos de declividade para caracterização geomorfológica do relevo é descriminado o quanto o mapeamento aéreo veio a contribuir com a geração de produtos de alta confiabilidade e com algumas vantagens em relação aos métodos tradicionais.

A principal delas é a produtividade: o levantamento de uma grande área ou uma área de difícil acesso é realizado de forma mais rápida e barata. Outro ponto é o nível de detalhamento dos dados, já que é possível gerar uma alta quantidade de pontos.

Quando produzido de maneira correta as curvas de nível obtidas por mapeamento aéreo possuirão erros posicionais centimétricos. O cuidado principal para extração das curvas no processamento dos dados de fotogrametria deve ser com a densidade da nuvem de pontos, para evitar inconsistências na formação e interpolação de pontos, como triângulos horizontais e aresta de triângulos intercetando feições topográficas estruturais, que alteram a representação do terreno.